Marcelo Rebelo de Sousa está contente, os Gatos estão contentes, o Inimigo Púlico está contente, o 24 Horas está contente, enfim, a alegria é generalizada. O circo está de volta à política (tudo bem que sempre lá esteve, mas ultimamente de fraquinha qualidade) e, obviamente, não há verdadeiro circo sem um bom palhaço - nesse papel Paulo Portas tem poucos (terá algum?) rivais à altura.
Ribeiro e Castro era um líder fraquinho, não tinha presença, era discreto, mantinha algum nível no discurso, coisas que obviamente não cativam ninguém. O que o povo quer é circo.
Apesar de Portas elevar sempre CDS em detrimento de PP, nunca como agora se intuiu tanto de PP as iniciais de Paulo Portas. Apareceu quando quis, disse e fez o que quis, não apresentou qualquer equipa e ganhou em (quase) toda a linha dentro do partido. O CDS-PP é definitivamente dele - nesse sentido literal de posse relativo a PORTAS e não de pertença relativa ao PARTIDO.
Quem dorme cada vez menos é Marques Mendes, tal como os Idos de Março traziam maus augúrios a Júlio César na antiga Roma, também a sussurante voz de Santana Lopes a que se junta o regresso de Portas, anunciam morte (política, entenda-se).
Esventre-se um cordeiro para que sobre as suas vísceras se perceba de que lado estão os deuses.
Marques Mendes esteve sempre numa 2ª linha de oposição - é mau, mas apesar de tudo não tem havido uma 1ª. A partir de agora ou espevita ou mirra. Parece no entanto que, até com o calor que já nos banha as costas, existem mais condições para mirrar do que que para florir.
Que os jogos comecem!
23 abril, 2007
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1 comentário:
Eu acho cada vez mais impossível que o CDS-PP se mantenha com esta designação. Ou seja, de certa forma é o novo partido de Monteiro e Portas que vai morrer, permanecendo a Demcocracia Cristã como a âncora de uma certa forma de ver a sociedade (ao fim e ao cabo, o projecto de Ribeiro e Castro) e a sua organização político-administrativa. Claro que dentro deste cenário, Portas vai acabar por «mirrar», pois ele é o rosto de um CDS-PP que sai no apeadeiro que lhe der mais jeito. É a conjuntura que modela a (sua) ideologia e não o contrário. Portas está a descaracterizar o partido e a matá-lo a troco de mais dois anos de ribalta e «show-of». Admira-me é tipos como Pires de Lima, Telmo Correia, Nobre Guedes ou até mesmo o «portista» mor da companhia, Nuno Melo (pessoalmente, fiquei desiludido, esperva-o com outra atitude - de lealdade - face a Ribeiro e Castro. Esteve na liderança da bancada, ou seja, num lugar fundamental para qalquer direcção partidária, apenas e só, para sangrar o porco e dar o sangue a comer ao mandante da perfídia), não terem aproveitado para livrar o PP de Portas de forma definitiva. Provaram ser séquito, ser coro, provaram ser os «yes men». Portas é o Príncipe de Maquiavel.
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