Desengane-se quem, como eu, acha que o milagre maior a que Portugal assistiu, Fátima, não é mais do que conseguir enganar tanta gente durante tanto tempo. Nem o verdadeiro mercado marroquino, onde até cuecas com a figura dos três pastorinhos estampada já devem vender, faz vacilar a fé de quem acredita. O poder da fé é de facto imensurável. Quanto a isso, como diria Ali G, respect.
Acontece que há, de novo, um outro grande milagre. E, verdade seja dita, os milagres da Fátima começam a bater aos pontos o milagre de Fátima. Falamos de Felgueiras, claro. Dessa fusão/confusão verdadeiramente estonteante entre Fátima vila, Felgueiras mulher, Fátima mulher e Felgueiras cidade.
Os vários milagres da Fátima, começam a merecer desde já (abrindo todas as excepções) o início do processo de beatificação.
Só por verdadeiro milagre e por um fundamentalismo próximo do religioso, consigo perceber como é que os Felgueirenses ainda não atiraram viva para a fogueira a divina autarca.
Vem isto a propósito de uma multa de 12500 euros a que Fátima Felgueiras foi condenada por difamação, e para a qual alega não ter capacidade financeira para pagar. Apartamentos, quintas, automóveis, nada está registado no nome da senhora, que vive neste momento com o seu ex-marido. Ela, coitada, o único rendimento que tem são uns míseros 3273 euros de ordenado mais uma pensão de 700 euros, sabe-se lá vinda de onde. Há até quem acredite que o bilhete para o Brasil, em classe executiva, lhe apareceu misteriosamente na mala, depois de um anjo a ter avisado que ia ser presa.
Neste contexto, e em função de acontecimentos recentes, deixo aqui um sério aviso aos caricaturistas: não ousem brincar com a querida Fátima, ou teremos os Felgueirenses armados até aos dentes a matar tudo o que é Portuga.
Felizes os que acreditam sem ver, lá diz o evangelho. Infelizes os que mesmo vendo, esbarrando e tropeçando na verdade não querem acreditar, digo eu.
14 março, 2006
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