Vai já lá muito tempo desde o último devaneio escrito por estas páginas. Trabalho, férias e trabalho forçaram um interregno ainda que voluntário, mais prolongado do que inicialmente previsto. Contudo, depois da época de incêndios, das férias políticas, das férias judiciais e de nova época de incêndios, desta vez no futebol, o Triunfo regressa com o objectivo de voltar à regularidade que lhe é exigida.
Regressa também com a responsabilidade acrescida de preencher a lacuna criada pelo encerramento do jornal Independente. É nossa obrigação não deixar de olhos e mente vazia os 10 leitores que ainda sonhavam com o regresso de Portas & Esteves Cardoso.
É um bom momento para retomar a escrita, os assuntos abundam. Difícil é seleccionar qual a ordem de abordagem, o melhor mesmo é abordar desordenadamente.
O SOL vai brilhar pela 1ª vez a 16 de Setembro. O SOL, promete Saraiva, vai nascer e instalar-se bem alto no céu, do seu ego pelo menos. Aguardemos, não ansiosamente.
Passaremos a ter nos semanários uma espécie de confronto entre Morangos com Açúcar e a Floribela. Quem é quem? Arriscaria a Floribela para o Expresso, mas nunca sabe. Os maus não vencem sempre, mas vencem algumas vezes.
Provavelmente ainda acabamos por ter o Dica da Semana na mesinha de cabeceira. Basta que vão buscar o único jornalista que Saraiva deixou na redacção do expresso e a coisa encarreira. Ler as crónicas malvadas do Sousa Tavares e ao mesmo tempo ver que as salsichas alemãs estão a metade do preço, não seria totalmente descabido.
06 setembro, 2006
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4 comentários:
Não acredito que o Sol venha a ter algum sucesso. O modelo idoláctrico que o JA Saraiva utilizava no Expresso estava em queda livre, muito por causa da teimosia desse diretor em acreditar que era ele o génio do jornal. Não era. O expresso tem, hoje em dia, o nome que tem graças principalmente à equipa que fundou a Revista e à do Internacional, que depois vieram a fundar o Público. Quem pega naquelas páginas e folheia do princípio ao fim, não pode parar de rir. Acho que o Sol irá ser pior. Não vejo como é que aquele cabeçalho modernaço poderá ser identificado como um jornal de referência, que é aqui que se quer posicionar. Acredito mais que se venha a tornar uma Maria para manéis.
Que o JAS tem um ego e uma presunção do tamanho do menhir que o Obelix carrega, concordo perfeitamente. Agora é inegável a experiência e conhecimento que tem na área. Também penso que não se deve subestimar alguém que esteve durante tanto tempo à frente do jornal de maior influência política e social do nosso país.
Eu penso que o jornal pode ter sucesso, discutíamos isso ontem depois da tua saída, precisamente porque o Expresso tem tido dificuldade em reinventar-se na continuidade, nesta era pós-Saraiva. A própria direcção do jornal dá sinais de alguma apreensão ao antecipar-se já este sábado, uma semana antes da saída do 1º número do SOL, com um re-styling do jornal, com a descida do preço de capa (neste momento o Expresso custa 3 euros, o SOL custará 2) e com a oferta de uma mini-colecção de dvd’s de qualidade.
Por outro lado o Expresso tem vindo a perder influência e apresenta-se hoje como um jornal pesado quase só suportado por uma marca.
Acresce que, ainda que não inicialmente previsto, o encerramento do Independente pode levar inclusive a algumas cedências editoriais piscando o olho aos agora órfãos desse semanário.
Concluindo, penso que há espaço para o SOL e pode inclusive sair dali um projecto interessante (excluindo para já o nome e o grafismo apresentado até ao momento:))
Apenas mais uma achega que me escapou: ao Expresso inspirado no conceito mais conservador do jornal francês L’Express, JAS contrapõe agora com um SOL aparentemente inspirado no tablóide inglês The Sun.
só uma coisa: esse anónimo (anônimo) não é o lorga, é o teu colega de blog que não se lembra da senha, tal como agora.
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